A pesquisa de opinião foi feita por contato telefônico, com 21 médicos com experiência no tratamento do câncer colo-retal metastático (CCRm), em oito estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco). A amostragem seguiu a distribuição proporcional das estimativas de casos novos nesses estados que, juntos, responderam por 86% dos novos casos de CCR esperados em 2008. O questionário continha perguntas quantitativas, cujas respostas seriam sempre baseadas na opinião do entrevistado. As entrevistas foram conduzidas por médicos da DENDRIX.
Resultados
A pesquisa mostrou as proporções de médicos que optaram pelos diversos tipos de tratamento para o CCRm na primeira, segunda e terceira linhas, além de identificar muitas das percepções dos entrevistados sobre a doença e seus tratamentos. Os resultados mostraram que, na primeira linha, a imensa maioria dos pacientes recebia tratamento sistêmico, consistindo esse, sobretudo, de quimioterapia isolada ou combinação de quimioterapia e bevacizumabe. FOLFOX e FLOX foram os regimes de quimioterapia mais utilizados na primeira linha. Na segunda linha de tratamento, uma proporção discretamente menor de pacientes recebia tratamento sistêmico. Enquanto a maioria dos oncologistas optou pela quimioterapia isolada, o restante dos entrevistados preferiu, em proporções iguais, combinação de quimioterapia e bevacizumabe ou combinação de quimioterapia e cetuximabe. FOLFIRI foi o esquema de quimioterapia mais utilizado de forma isolada ou em combinação com bevacizumabe, enquanto FOLFOX e FLOX predominaram na combinação com cetuximabe.
Terceira linha e perspectivas futuras
Na terceira linha de tratamento, menos da metade dos pacientes recebia terapia sistêmica, prevalecendo a indicação de quimioterapia exclusiva e a administração de cetuximabe isoladamente ou em combinação com quimioterapia. Monoterapia com capecitabina foi o regime de quimioterapia preferencial na terceira linha de tratamento. Além disso, a pesquisa mostrou que, no período de 12 meses após a sua realização, esperava-se um importante aumento das indicações de anticorpos monoclonais nas três linhas de tratamento do CCRm.