A pesquisa de opinião foi presencial, com 30 médicos com experiência no tratamento do melanoma, em quatro cidades (Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo). O questionário continha uma maioria de perguntas qualitativas e algumas quantitativas, cujas respostas seriam sempre baseadas na opinião do entrevistado. As entrevistas foram conduzidas por médicos da DENDRIX.
Resultados
A pesquisa mostrou as proporções de médicos que optam pelos diversos tipos de tratamento para o melanoma em suas diversas fases e cenários clínicos, além de identificar muitas das percepções dos entrevistados sobre a doença e seus tratamentos.
Os encaminhamentos para adjuvância são principalmente oriundos de dermatologistas e cirurgiões, de acordo com os entrevistados. Porém, o desconhecimento das opções de tratamento adjuvante por parte dessas especialidades foi bastante mencionado. Quase metade dos entrevistados enfrentava restrições junto aos convênios na instituição da adjuvância para o melanoma. Na opinião dos entrevistados, pacientes com linfonodos positivos e/ou com tumor > 4 mm são os principais candidatos à adjuvância. Interferon em altas doses por 1 ano foi citado como o tratamento de escolha por maior número de médicos. A condição clínica do paciente e a idade são os principais fatores que influenciam a indicação da adjuvância. A toxicidade foi apontada como o principal problema clínico enfrentado no tratamento adjuvante do melanoma.
Melanoma metastático
Pacientes com melanoma metastático são encaminhados principalmente por cirurgiões e clínicos, segundo os entrevistados. Menos médicos apontaram problemas de encaminhamento para tratamento de doença metastática do que para tratamento adjuvante, sendo o principal deles o atraso no encaminhamento. Grande parte dos médicos enfrentava restrições junto aos convênios médicos, sobretudo a falta de reembolso de alguns tratamentos. Performance status, sítio de doença e idade foram os principais fatores que influenciaram a escolha do tratamento para melanoma metastático. Resistência da doença ao tratamento e/ou inexistência de drogas mais ativas foi o problema clínico mais citado pelos médicos. As duas modalidades mais citadas em primeira linha foram quimioterapia e bioquimioterapia.