A pesquisa de opinião foi feita por telefone, com uma amostra que incluiu 10,2% do universo de especialistas de seis capitais brasileiras (Belo Horizonte, Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo). De maneira geral, as perguntas feitas ao entrevistado pretendiam avaliar em que proporção dos casos o médico usava certo tratamento. O tempo mediano de duração das entrevistas foi de 36 minutos.
Resultados
De maneira geral, os resultados da pesquisa mostraram uma elevada disposição dos médicos em utilizar drogas de alvo molecular para o tratamento do carcinoma de células renais (RCC) metastático, tanto na primeira linha quanto na segunda linha. Essa elevada disposição foi impulsionada, sobretudo, pelos novos inibidores de múltiplas tirosina-quinases.
Além disso, a pesquisa indicou que, 12 meses após a realização da mesma, as novas drogas de alvo molecular responderiam pela maior parte dos pacientes tratados para RCC avançado, em ambas as linhas. Por fim, os resultados da pesquisa sugeriram ainda existir espaço para a incorporação de outras drogas de alvo molecular para o tratamento do RCC metastático.
Melanoma metastático
No que diz respeito ao carcinoma hepatocelular (HCC), a pesquisa indicou que essa doença seria ainda relativamente pouco vista no consultório do oncologista clínico e que a maioria dos casos seria tratada com agentes convencionais, sobretudo na primeira linha. Aparentemente, não havia amplo conhecimento dos dados dos estudos em andamento com drogas de alvo molecular para o tratamento do HCC avançado, o que teria se refletido nas tendências 12 meses após a realização da pesquisa e na disposição para incorporação de novos medicamentos.